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Ciclo do café no Vale do Paraíba inspira peça de autor de Taubaté

Foto: Lívia Loureiro/divulgação

Projeto ‘Bandoleiros de Taubaté’, premiado pelo ProAC, reúne bate-papos virtuais, leitura dramática, sarau e lançamento de livro de Rogério Guarapiran, a partir de 21 de abril

O período do ciclo do café no Vale do Paraíba serviu de inspiração para o autor Rogerio Guarapiran, de Taubaté, escrever o livro de dramaturgia “Bandoleiros de Taubaté”, projeto premiado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, na área de criação e publicação literária, e que reúne uma série de atividades culturais ao longo do ano.

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Como parte das ações previstas no projeto, o autor realiza a partir do dia 21 de abril um ciclo de quatro bate-papos sobre os temas “Teatro e Dramaturgia”, “História e Psicologia”, “Literatura e Música”. Os encontros virtuais contam com parceria do programa Artes Brasilis, do apresentador e escritor Nicodemos Sena, e terão transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da Letra Selvagem TV, neste link. ((814) LETRA SELVAGEM TV – YouTube)

O objetivo dos bate-papos é compartilhar a pesquisa para o livro e divulgar os processos de criação literária para o teatro. Participam dramaturgas, psicólogos, músico, ator e atriz para debater sobre temas históricos e artísticos que envolvem a criação e a publicação de obras de dramaturgia no Brasil.

Carlos Ramos, Daniel Severo, Leandro Neves, Nicodemos Sena, Silvia Gomez, Michele Ferreira, Karen Sacconi, Paulo Raposo, Fernanda Ventura e Renan Rovida contribuem com os debates. (veja o perfil completo dos convidados em guarapiran.blogspot.com).

O ciclo de bate-papos ocorrerá sempre às quintas-feiras, às 19h, com início no dia 21 de abril. O tema do primeiro encontro será “Monteiro Lobato e a escravidão”; no dia 28 de abril, o bate-papo abordará “A publicação de dramaturgas”; já no dia 5 de maio, o tema será: “O processo de criação de dramaturgia”.

Fechando a programação, dia 12 de maio, ocorrerá um sarau musical, com o compositor Paulo Raposo, e leitura dramática da obra “Bandoleiros de Taubaté”.

Sobre a peça

Livremente inspirada em fatos históricos do período do ciclo do café em Taubaté, um dos principais centros econômicos do país no fim do século 19 e início do século 20, a dramaturgia retrata dois bandos rivais. Um deles formado por fazendeiros e milicianos; o outro, por ex-escravos e imigrantes pobres.

Segundo Rogério Guarapiran, a peça discute visões sobre a identidade nacional, o banditismo como forma de sobrevivência, o poder e a violência naquele período histórico da vida brasileira. O autor afirma que o objetivo da obra é “investigar as raízes da formação da sociedade brasileira, as relações de classes sociais, preconceitos e violências estruturais a partir de fatos históricos”.

Além dos bate-papos, o projeto compreende ainda pesquisa, redação e publicação do livro, pela editora Letra Selvagem (www.letraselvagem.com.br), com 500 exemplares, parte deles distribuída de forma gratuita a bibliotecas municipais no Vale do Paraíba, bibliotecas de escolas e faculdades da região. O projeto contará também com eventos de lançamento do livro, abertos ao público, previstos para dezembro, em Taubaté e São José dos Campos.

O trabalho de pesquisa para o livro teve início em fevereiro deste ano. Foram consultados documentos de Arquivos Históricos e Museus de Taubaté, livros de Sociologia, Psicologia e peças de teatro para compreender as relações da época e produzir uma obra de ficção.

“Bandoleiros de Taubaté” será a segunda parte de uma trilogia iniciada em 2014 com a peça “O Peregrino”, contemplada no mesmo prêmio, e a intenção maior é realizar uma obra destinada a produtores teatrais, interessados em dramaturgia de forma geral e estudantes da História do Vale do Paraíba.

Sobre o autor

Rogerio Guarapiran é dramaturgo e músico. Natural de Taubaté, tem 14 peças escritas e encenadas. Trabalha com o teatro profissional em todo o estado de São Paulo e é idealizador do projeto “Bandoleiros de Taubaté”, texto inédito para publicação pela editora Letra Selvagem. Como músico, é autor do projeto de pesquisa musical “Viva o Choro de Taubaté”, também premiado pelo ProAC, que resgata a obra de antigos chorões da cidade nas últimas décadas.

Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas nas redes sociais do autor (@guarapiran).