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CCR RioSP vai investir cerca de R$ 26 bilhões na modernização, inovação e operação das rodovias BR-116 (Via Dutra) e BR-101 (Rio-Santos)

Foto: Divulgação/Comunicação CCR NovaDutra

 
A Concessionária CCR RioSP, empresa do Grupo CCR, recebeu hoje, dia 04/03, do Governo Federal, a concessão das rodovias BR-116 (Via Dutra) e da BR-101 (Rio-Santos), entre as cidades de Ubatuba e o Rio de Janeiro. A empresa será responsável pela administração das duas vias pelos próximos 30 anos com previsão de investir cerca de R$ 26 bilhões, sendo R$ 15 bilhões em obras de ampliação de capacidade de tráfego, que trarão mais fluidez aos clientes, segurança e tecnologia, além de outros R$ 10,8 bilhões na operação das duas vias.

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A meta é dotar as duas estradas federais de toda a infraestrutura necessária para proporcionar maior segurança e, consequentemente, conforto a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres; suportando o tráfego intenso de veículos de passeio e de carga que transportam por ali mais da metade de toda a riqueza produzida no país.
 
O evento que marcou o início da operação foi realizado no km 157 da Via Dutra, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP).  A cerimônia contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, do CEO do Grupo CCR, Marco Cauduro e da diretora-presidente da CCR RioSP, Carla Fornasaro.
 
“Este é um dia marcante para a companhia e para o país. A CCR RioSP estará aqui pelos próximos 30 anos, para dar sequência à excelência na prestação de serviços e cuidar das pessoas. Ser vencedor deste leilão e assinar o contrato é extremamente significativo. Investiremos R$ 15 bilhões numa série de inovações para realizar transformações, provocar desenvolvimento e gerar empregos. Mas o mais importante será cuidar da segurança dos usuários e das pessoas”, disse Cauduro.
 
Geração de emprego
A nova concessão vai reaquecer a economia dos 33 municípios lindeiros que juntos têm uma população de 25,5 milhões pessoas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Somente no primeiro de concessão deverão ser criados mais de dois mil postos de trabalho direto, considerando mão de obra própria e terceirizada. “Aqui, vamos gerar emprego e renda. Veremos o investimento em infraestrutura como força motriz, impulsionando o desenvolvimento econômico”, afirmou o ministro da Infraestrutura.
 
Obras
Toda essa mão de obra será necessária para atender ao Programa de Exploração da Rodovia (PER) que prevê uma série de melhorias nas duas rodovias, entre elas, 80 quilômetros de duplicações; 590 quilômetros de faixas adicionais, sendo 557 quilômetros só na Dutra; 128 passarelas; 144 quilômetros de vias marginais; 144 dispositivos e interseções (novos e remodelados); 535 pontos de ônibus; quatro áreas de descanso para caminhoneiros (três na Dutra e uma na Rio-Santos); e 59 corredores para passagens de animais. Serão construídas 21 Bases de Serviço Operacional (BSO) para apoio das equipes de atendimento médico de emergência, mecânico e demais incidentes nas vias, sendo 11 na BR-116 – atualmente a via conta com nove bases em operação – e 10 novas bases que serão construídas na BR-101.
 
Tecnologia e Inovação
São muitas as novidades que o novo contrato traz. Ele prevê, por exemplo, iluminação inteligente, sendo a BR-116 100% iluminada. A BR-101 será iluminada em todos os trechos urbanos da via. Haverá ainda disponibilização de conectividade, o monitoramento completo da Via Dutra com 520 câmeras de monitoramento (CFTV), além de 1.282 câmeras de detecção automática de incidentes (DAI). Esse sistema tem por objetivo agilizar o atendimento de ocorrências nas rodovias, emitindo alerta ao Centro de Controle Operacional (CCO) para a presença de veículos quebrados ou parados na rodovia ou no acostamento.
 
Teremos passagem de veículos sem necessidade de parada em pontos de pedágio, o free flow, entre São Paulo e Arujá; adoção de metodologia internacionalmente reconhecida por reduzir acidentes em estradas e emissão zero de carbono estão entre as inovações que serão implantadas pela concessionária ao longo das próximas três décadas.
 
Desconto de Usuário Frequente (DUF)
Outra novidade é o Desconto de Usuário Frequente, o DUF, desconto progressivo de até 73%, direcionado para carros de passeios que possuem TAGs e utilizam as pistas automáticas. Os motoristas começarão a receber descontos a partir da segunda passagem pela mesma praça e mesmo sentido de direção realizadas dentro do mês. Os valores terão redução progressiva até a 30ª passagem, no mesmo mês por sentido de cada praça. Na Via Dutra, o DUF já está valendo nas cinco praças de pedágio.
 
Conforme o contrato de concessão assinado entre a concessionária e a ANTT, o DUF é válido apenas para veículos Categoria 1 (veículos leves tipo automóvel, caminhonete e furgão), Categoria 3 (veículos leves tipo automóvel, caminhonete e furgão com semirreboque) e Categoria 5 (veículos leves tipo automóvel, caminhonete, furgão com reboque) que utilizam as pistas automáticas.  Além disso, teremos o Desconto Básico de TAG, o DBT, que garantirá mais 5% de desconto para todos os clientes que passarem pelas cabines automáticas.
 
“Iniciamos um novo ciclo com elevados padrões de serviço e atendimento e muita inovação para que a experiência de nossos clientes seja a mais encantadora possível. Os novos desafios são parte de um processo natural para que os programas de concessão gerem cada vez mais benefícios aos motoristas.  Temos equipes capacitadas e vamos realizar os itens do contrato de acordo com os mais rígidos parâmetros de ESG”, destaca Carla Fornasaro, diretora-presidente da CCR RioSP.
 
Fluidez
As intervenções em território paulista serão de R$ 7,4 bilhões do total de investimentos previstos no contrato – R$ 3,9 bilhões apenas para a ampliação de capacidade das rodovias. Na região metropolitana de São Paulo serão alocados R$ 1,4 bilhão para transformar o trânsito e facilitar o acesso ao Aeroporto de Guarulhos. Estão previstos 366 quilômetros de 3ª e 4ª faixas; 10 quilômetros de novas marginais; seis novas alças de acesso às rodovias Helio Smith e Fernão Dias; bem como à Ponte do Tatuapé; e 12,6 quilômetros de faixa reversível. Também estão programados mais de 100 quilômetros de vias marginais junto aos municípios ao longo da Dutra.
 
Espera-se que as melhorias reduzam o tempo de viagem entre o aeroporto internacional de São Paulo e a capital do estado, que hoje é de 37 minutos na via marginal, para 22 minutos; na via expressa, a estimativa é que o deslocamento dure somente 14 minutos.
 
Transformação na Serra das Araras
No trecho fluminense, serão aplicados R$ 7,5 bilhões do total previsto para os 30 anos de contrato (R$ 4,6 bilhões só em aplicação da capacidade das duas rodovias). Devem ser executados 203 quilômetros de 3ª e 4ª faixas, 26 quilômetros de faixas adicionais para ultrapassagem e 80 quilômetros de duplicações na BR-101, entre a cidade do Rio de Janeiro e Agra dos Reis.
 
Parte da Serra do Mar e passagem obrigatória para quem se desloca entre Rio de Janeiro e São Paulo, a Serra das Araras (RJ) receberá atenção especial na nova concessão. Para ampliar a capacidade do trecho, tornando-o mais seguro, está previsto investimento de R$ 1,2 bilhão e 16 quilômetros de novas pistas duplicadas.
 
Os recursos serão aplicados na construção de uma nova pista para a subida da serra e a adequação da pista atual, tornando-a exclusiva para a descida dos veículos. Ambas as vias terão quatro faixas de rolamento por sentido. Haverá ainda a implantação de um túnel com 400 metros de extensão e de duas áreas de escape ao longo da nova pista, além de outras obras de arte especiais no trecho da serra.