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Escola lança foguetes com imagens em alta velocidade em São José dos Campos

Foto: Divulgação

“Preparar, apontar e lançar.” Assim começou o lançamento dos foguetes de materiais recicláveis dos alunos da Emef Dosulina Chanque Chaves, no Altos de Santana, nesta sexta-feira (21).

O grupo com 17 estudantes colocou em prática conceitos de Matemática e Ciências e se animou durante atividade prática, que conta para a OBA 2021 (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e a Mostra Brasileira de Foguetes.

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O trabalho coletivo e criativo teve ainda a participação especial do astrônomo Wandeclayt Melo, físico do Instituto de Aeronáutica e Espaço do DCTA, que fez todo registro dos lançamentos em equipamento de vídeo em alta velocidade.

“Queremos que as imagens colhidas pelos equipamentos ajudem a incentivar a ciência e apoiar os projetos educacionais para as crianças e adolescentes nas escolas”, afirmou.

Expectativa e alegria

O pequeno Arthur Lau Ferreira, 7 anos, do 2º ano, chegou logo cedo preparado para o treinamento. Carregava nas mãos o seu foguete de canudinho de papel e, no peito, exibia uma medalha de ouro da Oba 2020.

“Ano passado eu participei respondendo umas questões, achei que nem ia acertar, mas ganhei até medalha. Este ano vou participar da OBA de novo, gostei de fazer o foguete de canudinho”, comentou o estudante.

Foto: Divulgação

Lara Fernanda Alves de Souza, 11 anos, está no 6º ano e não escondia a ansiedade para lançar seu foguete. “Eu amo Ciência. É minha matéria preferida. Nesta semana, fizemos o foguete na oficina na escola e hoje viemos lançar, estou muito feliz”, disse.

“A Ciência comprova as coisas para a gente não ficar só achando. É estudar, aprender e ter certeza”, afirmou a aluna.

Foto: Divulgação

Ao todo foram 19 lançamentos a céu aberto, no campinho de futebol do Altos de Santana, sob orientações das professoras Alessandra Marins e Dina Du Volu Cyriaco Hatakeyama e da equipe pedagógica.

Dividida em quatro níveis, a Mostra de Foguetes possibilita aos alunos aplicar as técnicas, conforme a escolaridade, e confeccionar foguetes de papel (canudinho) até protótipos de garrafas Pet para lançamento. 

Foto: Divulgação

Olimpíada científica

Os eventos OBA e MOBFOG são abertos à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, para alunos do primeiro ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio.

As escolas municipais têm presença de destaque e devem participar também da edição deste ano. Na edição 2020 da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que aconteceu virtualmente, estudantes da rede conquistaram 129 medalhas, sendo 43 de ouro, 30 de prata e 56 de bronze.

A competição tem como principal objetivo incentivar os alunos a estudar disciplinas como Física, Matemática e Geografia, além de despertar o interesse dos jovens pela Ciência e Tecnologia ao abrir portas para o universo da Astronomia prática e teórica.