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Selic a 2%, como isso mexe com sua vida: do Pãozinho aos Investimentos

Imagem: Banco de Imagem

– renda variável em expansão –  

O Banco Central corta a Selic para o mínimo histórico de 2% e o que isso significa para as pessoas no dia a dia, para a economia e para os investimentos?  

Parece uma tomada de decisão distante da realidade de cada um, mas quem explica este novo panorama é o economista e assessor de investimentos Thales Manetti, da Plátano Investimentos – XP Investimentos, o maior e mais antigo escritório de investimentos da RMVALE.  

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Para a economia, uma taxa de juros baixa tem aspectos tanto positivos quanto negativos.  

“No lado positivo, as baixas taxas de juros possibilitam menores taxas de empréstimos, estimulando a compra de imóveis e automóveis, por exemplo. O aspecto negativo é a possível fuga de capital estrangeiro do país. Os investidores internacionais buscam taxas de juros atrativas para rentabilizar seus investimentos. Em decorrência da saída dos investidores internacionais um aumento na taxa de câmbio pode afeta diretamente a população brasileira, fazendo com que produtos que tenham seus preços ligados ao dólar fiquem mais caros. Um exemplo clássico é o aumento do valor do pão francês, já que a farinha utilizada para a sua fabricação é importada e sofre com o preço do dólar”, exemplificou Manetti.  

A taxa de juros também afeta a taxa de inflação. Hoje no Brasil o IPCA está abaixo da meta de 2,5%, atualmente em torno de 1,8%, e o Banco Central deixou sinalizado que pode ocorrer mais cortes na Selic se a inflação se mantiver controlada.  

Renda Fixa  

No mundo dos investimentos, o primeiro impacto se dá nos produtos de renda fixa, mas o assessor da Plátano Investimentos ressalta que para esta modalidade também existem estratégias.  

“Para o investimento mais popular no Brasil, a poupança, que rende 70% da taxa Selic mais a taxa referencial, que hoje está zerada, ela deixa de ser interessante e pode ter rendimento negativos quando descontada a inflação no período. Todos os investimentos que tem como referência a taxa Selic ficarão 0,25% menos rentáveis. Mas isto não quer dizer que a renda fixa não tenha boas oportunidades, neste caso é melhor a pessoa ficar atenta aos títulos de emissões bancárias e crédito privado” relatou Thales Manetti.  

Também de acordo com o escritório da Plátano Investimentos, independentemente do momento e para situações como esta, com a taxa Selic a 2%, tanto para quem já investe ou é um iniciante, a diversificação de investimentos sempre será a melhor saída para os altos e baixos da economia.  

“Neste cenário, investimentos atrelados a porcentagens da Selic e do CDI estão com taxas poucos atraentes, se olharmos para algumas taxas pré-fixadas e taxas mistas, uma parte pós e uma parte pré, temos boas oportunidades. Títulos atrelados à inflação são uma boa maneira de diversificar os investimentos. Os créditos privados têm chamado muita atenção, as empresas estão utilizando este momento de juros baixos e alta liquidez do mercado para expandirem, e um investidor antenado pode aproveitar este momento” afirmou o assessor de investimentos.   

Vale ressaltar também que o mercado de ações se valoriza muito com a baixa taxa de juros se tornando um mercado muito atrativo para investidores que buscam uma rentabilidade alta, e com a ajuda de profissionais a transição da renda fixa para a renda variável é positiva, ajudando o investidor a entender a volatilidade e as particularidades deste mercado.  

Renda Variável  

Um movimento que vem se tornando crescente é o das pessoas que estão interessadas em renda variável, prova disto é o grande aumento de CPFs registrados na Bolsa Brasileira (B3), em torno de 440 mil novos CPFs cadastrados em corretoras.  

E com a redução da taxa Selic, como ficam as expectativas para esta modalidade?  

“Vale ressaltar que o mercado de ações se valoriza muito com a baixa taxa de juros, se tornando muito atrativo para investidores que buscam uma rentabilidade alta. Com a ajuda de profissionais a transição da renda fixa para a renda variável é positiva, ajudando o investidor a entender a volatilidade e as particularidades deste mercado”, falou Manetti.  

Mais do que nunca, ser orientado por um assessor de investimentos e ter educação financeira farão diferença na vida do brasileiro na hora de aplicar o dinheiro. As pessoas estão habituadas a guardar o dinheiro sempre pensando num resgate imediato e vão ter que aprender que Bolsa de Valores é uma rentabilidade a longo prazo, entender as oscilações e de como fazer da melhor maneira possível a transição da renda fixa para variável.  

Sobre isso, o assessor e economista da Plátano Investimentos esclareceu – “A população brasileira tem que se acostumar com as baixas taxas de juros, isto quer dizer que pessoas que viviam de renda quando tínhamos a Selic em 14% não vão ter o mesmo retorno com a Selic a 2%. O mercado de Bolsa de Valores pode ser interessante até para investidores muito conservadores, por exemplo, os dividendos pagos pelas empresas começam a ter uma rentabilidade maior que a poupança. O importante no mercado de ações é ter disciplina e seguir uma estratégia, desvios vão ocorrer e é importante que o investidor saiba lidar com isto”.  

Desmistificando a Bolsa de Valores 

Quem vê os gráficos e os painéis imagina que investir em Bolsa de Valores Brasileira é um bicho de sete cabeças. Mas conhecimento e estratégias dos assessores de investimentos fazem a diferença, principalmente em tempos de Selic baixa.   

Para iniciar os investimentos em ações o processo é muito simples. Basta o investidor abrir uma conta na corretora e pelo próprio computador através de um Home Broker, iniciar a sua jornada na B3. É importante o investidor observar os serviços que a corretora oferece como: contar com uma assessoria adequada ao seu perfil (conservador ou arrojado) e as estratégias aplicadas.  

O mundo das ações é uma “colheita” sem fim, com possibilidades de aplicação em ativos de saúde, tecnologia, agronegócio, imobiliário e até mesmo adquirir ações da própria B3, que hoje é considerada uma das melhores empresas da América Latina para se investir.  

Esta avaliação do Credit Suisse mostrou não apenas que o segundo trimestre foi positivo, mas também que o cenário dos próximos meses continua sólido e entre os motivos para isso os analistas destacam a taxa básica de juros, a Selic, que favorece a migração de investidores para a renda variável.  

Fonte: Plátano Investimentos: Av. Cassiano Ricardo, 319, sala 2106. Ed. Pátio das Américas. Jardim Aquarius. (12)3322-8916.