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2º Semestre Sinaliza Cenário Positivo para a Bolsa Brasileira que reage a Pandemia

(Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa)

– mercado mundial tem alta liquidez e Brasil tem bom ativos no agronegócio –

A reabertura comercial do mundo, inclusive de algumas regiões brasileiras, reflete diretamente no mercado financeiro. A B3 já retornou para índices próximos do período pré – pandemia. E nesta semana o Ibovespa segue em alta.

Este otimismo tem fundamento, como explica Paulo Naressi, um dos sócios da Plátano Investimentos – XP Investimentos de São José dos Campos, maior e mais antigo escritório de investimentos do Vale do Paraíba.

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“Além da reabertura mundial, os pacotes de estímulos dos Estados Unidos e da Europa injetaram muita liquidez no mercado, estamos falando de 18 trilhões de dólares em circulação. Consequentemente, uma parte significativa deste montante deságua nos mercados acionários mundo afora. Por isso vemos os principais indicadores do mercado próximos dos patamares pré-crise, ou até mesmo já ultrapassando essa marca, como no caso da Nasdaq – bolsa norte-americana das empresas de tecnologia – um dos carros chefes hoje em dia”, explicou Naressi.

Uma nova injeção de ânimo essa semana traz novas perspectivas para o mercado, deixando o momento ainda mais positivo. Alguns países que já zeraram os casos de covid – 19, como foi anunciado pela Nova Zelândia, por exemplo, que abre espaço para uma reabertura mais robusta. O resultado disto foi uma segunda-feira que registrou no meio do dia uma subida do Ibovespa em 2,34%, atingindo o patamar atual dos 97 mil pontos.

 “Ainda que haja cautela com relação à velocidade desse movimento de retomada dos preços dos ativos listados, a XP revisou projeção da B3 para o patamar dos 112 mil pontos. De qualquer forma, ainda que possa haver uma correção em termos de preços no curto, médio e longo prazos, tudo segue em um horizonte positivo”, contou o sócio da Plátano Investimentos.

Diante deste cenário qual deverá ser o comportamento do investidor?

Paulo Naressi explica que o investidor terá que se arriscar mais – “ O investidor, por mais cauteloso que seja, precisará considerar a possibilidade de alocar uma fatia da carteira na renda variável, já que o cenário da renda fixa segue bastante defasado em função da queda acentuada da taxa Selic que, por sinal, um dos maiores bancos do mundo, o JPMorgan, já considera a Selic abaixo da casa dos 2%, em novo piso histórico de 1,75%, algo inédito em uma economia como a nossa”.

Diante deste cenário, mesmo com a economia real brasileira caminhando a passos curtos no que diz respeito a geração de empregos e reestruturas de empresas, a expectativa para o início deste segundo semestre é de recuperação e atração a investidores estrangeiros.

“A Bolsa seguirá como uma excelente opção de investimentos no portfólio do cliente, visto que os horizontes de médio e longo prazos não se alteraram e há ótimas perspectivas em diversas frentes, e muitas empresas tendem a se beneficiar com a reabertura global, tais como empresas de petróleo e gás, de logística e de mineração” declarou Paulo Naressi.

 A reabertura das economias favorece os negócios brasileiros, principalmente no que diz respeito no setor agropecuário. O mercado de commodities é um dos maiores do mundo e o Brasil é um dos grandes players desse mercado. Na B3 são negociados ativos como milho, café, boi, dentre outros. – “Se na carteira do investidor couber uma parcela de investimentos em mercados com maior exposição ao risco, vale a pena uma conversa do investidor com o assessor de investimentos que o orienta para que, juntos, possam desenhar o melhor cenário para as aplicações”, comentou Naressi.

Até aqui o índice Ibovespa já subiu 58% do piso de março e parte disto se deve ao investidor local, que tem sido o principal impulsionador da Bolsa Brasileira. Tudo indica que o ritmo de recuperação deverá aumentar o otimismo e com isso chamar a atenção dos investidores estrangeiros, que estão com alta liquidez e prontos para entrar na B3.