Início Pindamonhangaba Após três anos, SAMU é exemplo de economicidade e atendimento em Pinda

Após três anos, SAMU é exemplo de economicidade e atendimento em Pinda

(Foto: divulgação/assessoria de imprensa)

Passados três anos da polêmica sobre os serviços do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Pindamonhangaba, hoje os serviços acontecem com grande eficiência e economicidade.

Com duas bases de atendimento (uma localizada no Corpo de Bombeiro e outra ao lado da UPA Moreira César) e três unidades móveis (sendo uma avançada e duas básicas) o SAMU Pindamonhangaba atendeu mais de 6 mil casos em 2019.

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Histórico – Em 2016, a Prefeitura de Pindamonhangaba aderiu ao Cisamu, consórcio regulado em Taubaté para os municípios dessa região. Na ocasião, o valor acertado era de R$ 400 mil com 16 ambulâncias para atender todas as cidades dessa microrregião.

(Foto: divulgação/assessoria de imprensa)

“Quando assumimos a Prefeitura, percebemos que esse valor estava fora da realidade. Não teríamos um atendimento exclusivo e o custo seria de quase R$ 5 milhões/ano”, afirmou o prefeito Isael Domingues.

O prefeito rompeu com o consórcio de Taubaté e iniciou esforços para criar o SAMU Pinda, que passou a ser regulado por Guaratinguetá. O fato gerou comoção na cidade e críticas pesadas à Prefeitura, que seguiu em frente o seu planejamento e instalou a base do SAMU no Corpo de Bombeiros.

“Fui acusado de criar um SAMU fake e que seria responsabilizado por negligência em atendimento de emergência aos nossos munícipes. Foi uma decisão muito dura, mas hoje a população consegue perceber o quanto foi bom realizar essa mudança”, explicou o prefeito.

Ao longo desse tempo, as boas notícias foram chegando. Em março de 2018 o SAMU Pinda foi aprovado pela Secretaria de Saúde do Estado e logo em seguida, em maio, o atendimento foi ampliado e uma nova base foi instalada em Moreira César, diminuindo a distância do atendimento para os moradores do Distrito. Outra conquista aconteceu em dezembro de 2019, quando o Ministério da Saúde reconheceu e habilitou os serviços do SAMU em Pindamonhangaba, transferindo mensalmente um valor de R$ 64 mil para custeio.

Atualmente, o reconhecimento e a qualidade dos serviços podem ser atestados pelas redes sociais. Em 20 de novembro, Lu Gottschalk postou seu testemunho: “Gostaria de agradecer pelo excelente atendimento do SAMU – Pinda. Nunca imaginei que fosse precisar desse serviço, mas hoje precisei, e o atendimento foi rápido, atencioso, humano e muito profissional”.

SAMU economiza R$ 2 milhões por ano

Em 2019, o SAMU realizou 6.493 atendimentos em todo o município. Foram realizados 1.215 atendimentos com a unidade de suporte avançada, que atende casos mais complexos com a presença do motorista, enfermeiro e médico. A unidade de suporte básico (casos mais simples com motorista e enfermeiro) atendeu 5.278 ocorrências (sendo 3.652 pela base Pinda e 1.626 pela base Moreira César).

Todo esse atendimento é realizado hoje ao custo de R$ 300 mil por mês (incluso alimentação, transporte entre outras despesas), bem abaixo dos valores praticados pela Prefeitura no consórcio anterior. “Se considerarmos a verba de R$ 64 mil de custeio que recebemos do governo federal, hoje nosso SAMU custa aos cofres de Pindamonhangaba R$ 236 mil. Isso gerou uma economia de R$ 164 mil por mês, o que significa R$ 2 milhões num ano. É muito importante prestar contas deste trabalho para nossa população”, finalizou o prefeito Isael Domingues.

Antigo consórcio apresenta problemas com salários

O Cisamu (Consórcio Intermunicipal do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) do Vale do Paraíba e Região Serrana, o qual Pindamonhangaba rompeu em 2017, vem apresentando atraso no pagamento dos salários de seus funcionários.

A informação foi divulgada pela imprensa da região. O Cisamu é presidido pelo prefeito de Taubaté Ortiz Junior (PSDB) e atende hoje os municípios de Campos do Jordão, Tremembé, Santo Antonio do Pinhal, Lagoinha, Redenção da Serra, Natividade da Serra e São Luiz do Paraitinga.

Segundo informações, o prefeito informou que o atraso se deve ao fato de alguns municípios estarem em atraso com a mensalidade do consórcio.