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Professor de escola pública de Ubatuba (SP) participa de debate sobre o futuro da Ciência, no Museu do Amanhã, no Rio

Educadores que inovaram e impactaram o interesse de seus alunos no ensino de Ciências. Esse é o tema que o prof. Cândido Oswaldo Moura, de uma escola pública de Ubatuba (SP), vai debater no seminário “Ciência para o Amanhã: Caminhos da Ciência, Tecnologia e Inovação para a Juventude", promovido pela Fundação Roberto Marinho.

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(Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa)

O evento acontece em 11 de abril (terça), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, das 9h às 17h.

O encontro é voltado para estudantes, professores e pesquisadores contendo painéis, mesas-redondas e debates. O professor participa, às 14h, da mesa-redonda "Educação para Ciências: inovando no contexto brasileiro". Com mais dois professores e uma mediadora, vão abordar suas bem-sucedidas e inovadoras experiências como educadores.

Moura é o idealizador, orientador e coordenador do projeto de iniciação científica UbatubaSat, responsável pela construção do nanossatélite Tancredo-1, lançado ao espaço no fim do ano passado. O projeto foi desenvolvido com os alunos do Ensino Fundamental e Médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves. O professor conseguiu chamar a atenção da comunidade científica e contou com o apoio do Instituto Nacional e Pesquisas Espaciais (INPE) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). Atualmente, o UbatubaSat tem a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

"Precisamos buscar novas estratégias que deem resultados. Entendo que é de quase sobrevivência, mudar radicalmente a forma como ensinamos Ciências no pais", destaca Moura. "Para os estudantes é fundamental uma boa formação. Essa é a vida deles. É essencial que o Brasil, como a 5ª maior população do planeta e a 9ª economia do mundo, possa dar uma contribuição para o progresso da Ciência muito maior do que tem dado, exatamente por falta de preparo da sua população".

O evento terá transmissão via streaming do Canal Futura no site www.futura.org.br.

Ensino de Ciências: muita teoria e pouca prática

No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), de 2016, entre os 70 países avaliados, o Brasil ficou em 63º lugar no ranking de Educação, que observa notas de matemática, ciências e leitura. "O sistema disseminado nas escolas é totalmente teórico. Acredito que o aluno precisa conhecer ciências na prática, fazer experimentos, interpretar dados, montar tabelas, gerar gráficos que representem aqueles dados, saber tirar conclusões a partir disso tudo. Isso sim é Ciências, mas isso o aluno não faz. Ele nem sabe que isso existe", considera Moura.

Para ele, ensinar ciências no Brasil, é mais ou menos como ensinar natação sem colocar o aluno na piscina. "Ele não vai aprender a nadar nunca e se, um dia, ele precisar nadar, com certeza vai afundar".

No seminário, a proposta é debater com quem faz a diferença. Moura vai compor a mesa junto com outros dois professores. Um deles é Clayton Meiji Ito, que transformou o ensino de matemática nas escolas das Unidades de Internação de Adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Distrito Federal. O outro é Wemerson Nogueira, que promoveu o estudo da Tabela Periódica a partir da análise da contaminação do Rio Doce após o rompimento da barragem em Mariana (MG) - os estudantes analisaram o impacto socioambiental do desastre e desenvolveram um modelo de filtro que auxilia a limpeza da água.

UbatubaSat

O projeto UbatubaSat teve início 2010 e capacitou um grupo de alunos a construir o nanossatélite Tancredo-1, lançado em dezembro de 2016, do Centro Espacial Tanegashima, no Japão, pela Estação Espacial Internacional (ISS). Em janeiro, o equipamento foi colocado em órbita a partir do módulo japonês da ISS. O professor e os participantes do projeto UbatubaSat assistiram às operações na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Com 9 cm de diâmetro e 13 cm de altura, o equipamento de 700 gramas foi totalmente construído no Brasil com o apoio do Inpe e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O professor revela que um novo projeto de satélite, o Tancredo-2, já está em andamento. "O novo equipamento desenvolvido pela equipe da escola será mais sofisticado e sua carga útil deverá conter uma câmera que vai ajudar a monitorar o clima na Terra", conta.

Serviço: “Ciência para o Amanhã”
Data: 11 de abril (terça)
Horário: das 9h às 17h
Local: Museu do Amanhã, Rio de Janeiro (RJ)
Entrada gratuita

Mesa-redonda: “Educação para Ciências: Inovando no contexto brasileiro”
Horário: 14h
Mediadora: Cecilia Leite Oliveira, diretora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)
Participantes:
- Cândido Oswaldo de Moura, UbatubaSat, Ubatuba (SP)
- Clayton Meiji Ito, professor de Matemática: Medida sócio educativa, Planaltina DF;
- Wemerson Nogueira: Educador Nota 10, Boa Esperança (ES)

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