O vereador Dr. Isael Domingues confirma, nesta entrevista, que será pré-candidato a prefeito de Pindamonhangaba nas eleições de 2012 pelo PV (Partido Verde). Médico conceituado e estimado pela população, eleito vereador em 2008 pelo PSDB com 2.160 votos, Isael é uma das revelações da política municipal.
Dr. Isael – Nasci na periferia de São Paulo e convivi uma infância bem simples. Estudei o ensino fundamental e segundo grau em escola estadual. Formei-me professor primário porque meu pai era professor e foi um incentivador. Logo descobri que tinha vocação para médico e não foi fácil ingressar na faculdade com o ensino que as escolas do estado ofereciam. Formei-me médico em 1995, conheci minha esposa, Cláudia, na universidade, nos casamos e viemos para Pindamonhangaba desde minha formatura como médico. O primeiro local de trabalho aqui na cidade foi o Batalhão Borba Gato como tenente-médico, e o Pronto Socorro Municipal.
JP – Como ingressou na política e qual o motivo?
Dr. Isael – Desde garoto confesso que tinha um pouco de aversão pela política e meu pai já tinha participação na política. Depois que me formei médico realizando trabalhos sociais, a necessidade de abranger um número maior de pessoas a receber o trabalho social só se faria através de ação política. Nesse período eu já estava há 13 anos trabalhando socialmente como médico do SUS. Recebi inúmeras propostas na política e sempre recusei. Entendo que se as pessoas de bem não enxergarem a política como um instrumento transformador, a política sempre estará nas mãos de pessoas erradas.
JP – Como analisa o resultado de sua primeira eleição para vereador?
Dr. Isael – Não poderia ser melhor, fui o segundo mais votado no geral e o primeiro mais votado do PSDB. O eleitorado mudou muito e está antenado com o passado dos candidatos. Diz-se que é conhecendo o passado que entendemos o futuro, nesse aspecto eu nunca fui confundido. Os eleitores confirmaram aquilo que nós plantamos no passado.
JP – Quais têm sido seus principais trabalhos como vereador?
Dr. Isael – Muitas pessoas esperam do vereador projetos aprovados, mas infelizmente os poderes acabam sendo hipertrofiados e por incrível que pareça, o prefeito é quem mais faz projetos. A maior função do vereador é fiscalizar e cobrar as ações públicas da Prefeitura. Lembro-me agora de cobrar o teste de orelhinha, o projeto foi vetado, porém a ação foi executada pela Santa Casa que acatou. Outro fato foi a falta de médicos no Pronto Socorro Municipal e Moreira César, através da pressão da Comissão de Saúde conseguimos manter os médicos. Articulação entre os deputados para buscar emendas parlamentares, como a que custeou a reforma do Centro Comunitário no Bairro das Campinas, por exemplo. No momento estamos buscando emendas para recapeamento dos trechos mais danificados da rodovia Dr. Caio Gomes Figueiredo e recapeamento da rodovia SP-62 no trecho Moreira César-Roseira, com o deputado Fernando Capêz. Mais duas emendas para a Agricultura estão em estudos com o deputado federal Junjii Abe.
JP – Qual o motivo o levou a deixar o PSDB e ingressar no PV?
Dr. Isael – Desde o lançamento de minha candidatura a vereador nunca escondi que tinha pretensão de ser candidato a prefeito de Pindamonhangaba. Uma vez que o PSDB, antes da convenção, já se posicionou quanto ao seu pré-candidato, entendo eu que devo buscar o meu foco. A saída do partido e a migração para o PV me garante manter o meu ideal.
JP – O senhor está mantendo diálogos com outros partidos políticos?
Dr. Isael – Sim, estou buscando partidos que tenham compromissos com a cidade, que queiram desenvolver um trabalho sério, e não pura e simplesmente que sejam usados e esquecidos por quatro anos. O PV é a minha casa e tenho tido um ótimo relacionamento e até mesmo discutido alguns projetos com o diretório municipal do PT de Pindamonhangaba, que é um exemplo de partido, haja visto a lisura do compromisso com a população buscando emendas, projetos sociais em prol de nossa cidade.
JP – Como o senhor define o atual cenário político de Pindamonhangaba?
Dr. Isael – Fazendo uma análise das últimas administrações municipais, observem que são sempre as mesmas famílias que estão no poder. Nós vivemos uma época de quebra de paradigmas. Veja o presidente eleito dos Estados Unidos, quem diria que uma pessoa afro-descendente pudesse ser presidente justamente do pais que é o berço da Ku Klux Klan? Veja o Brasil que elegeu uma mulher como presidente, isso é quebra de paradigma. Vamos provar que o mundo está em transformação e Pindamonhangaba está inserida neste contexto. Trago a renovação verdadeira sem defender interesses particulares, não estou atrelado a corporações e quem me rege é minha própria consciência. Busco o crescimento e o desenvolvimento da cidade.
JP – Como médico , o que o senhor acha da saúde pública em geral?
Dr. Isael – A saúde não está boa, se estivesse não estaria sendo discutida a volta da CPMF (imposto para investimento na saúde). O governo, no meu entendimento, deveria taxar maiores impostos sobre o álcool e o cigarro e diminuir os gastos públicos com as mordomias para investir mais na saúde.
JP – E a saúde pública em Pindamonhangaba?
Dr. Isael – Pindamonhangaba tem um orçamento de mais de R$ 350 milhões/ano. Desse total, aproximadamente 23% são gastos com a saúde. Muito embora quando se fala gastos com a saúde, entenda que parte desses 23% vai para a folha de pagamento, portanto, o investimento real com a saúde é muito pequeno. Temos que elevar o orçamento da saúde e fechar a torneira do desperdício.
JP – O senhor presta atendimento a pessoas que encontram dificuldades na saúde pública?
Dr. Isael – Acho que nós temos que fazer a diferença. Quando fui candidato a vereador já dizia que operava pacientes em Aparecida, que ia continuar operando durante a campanha e que depois de eleito iria continuar operando e assim é. Não podemos ter preguiça. Se um dia eu for prefeito, manterei socialmente atendimento médico em Pindamonhangaba. Isso ninguém me tira.
JP – Caso seja eleito prefeito, quais serão as prioridades de seu governo?
Dr. Isael – A China e a Coréia só se tornaram potências investindo em educação, mas não é cursinho não, é educação de verdade voltada para a necessidade do mercado de nossa região. Temos que sempre objetivar o melhor e não tapar o sol com a peneira com sub-cursos. Qual pai, qual mãe, que ver seu filho subempregado? Qual pai, qual mãe, não sonha em ter um filho arquiteto, engenheiro, professor, médico? Sendo assim, dentre muitas coisas, entendo que a educação é a mola mestra para que tenhamos uma população que saiba reivindicar seus direitos, uma população mais saudável, que pratique atos de preservação do meio ambiente e mais consciente.
JP – O que mais o senhor gostaria de dizer aos leitores?
Dr. Isael – Eu vim de um lar muito simples, muito parecido com o de muita gente. Minha mãe, uma pernambucana que tinha apenas o primeiro grau, nem por isso deixou de me educar e dizia: “Junte-se com o ruim e será pior que ele, junte-se com o bom e será melhor que ele”. Tenho por propósito trazer emoção e poesia para a política varrendo de uma vez a corrupção que está institucionalizada na administração pública.
Perfil do Entrevistado
Dr. Isael Domingues
Data do nascimento – 09/02/1967. Local – São Paulo – Capital. Signo – Aquário
Pais – Apparecido Domingues e Maria Digna dos Santos Domingues. Casado com Cláudia Maria Vieira Domingues. Filhos – Matheus e Vinicius
Lazer – Jogar futebol com os filhos
Político nacional – Mário Covas







