Início Coronavírus Coronavírus: ele pode te contaminar através dos resíduos sólidos?

Coronavírus: ele pode te contaminar através dos resíduos sólidos?

(Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa)

Cientistas de todo o mundo estão trabalhando dia e noite para compreender mais sobre o comportamento do Sars-Cov-2, ou, como ficou internacionalmente conhecido, o novo coronavírus.  A população mundial vem enfrentando um drama humanitário sem precedentes diante de milhões de infectados e centenas de milhares de mortes em praticamente todas as regiões do planeta.

O causador da covid-19 surgiu em Wuham, na China, em meados de dezembro de 2019. Sua alta velocidade de contágio é um dos maiores problemas. O mundo lida com uma doença perigosa, que ataca principalmente os pulmões. E tem alta taxa de letalidade em idosos e pessoas com doenças pré-existentes.

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E o mais agravante: ainda não há consenso científico para a adoção de um protocolo de tratamento oficial, além de ainda não haver um prazo definido para a validação e produção de uma vacina eficiente que possa ser distribuída em escala global para sua erradicação.

Até o momento, a maior arma para o combate à covid-19 é distanciamento social e o reforço dos hábitos de higiene. Essas duas simples medidas transformaram o mundo, as relações sociais a economia e os hábitos de consumo de todo o mundo.

No entanto, cientistas já descobriram que o coronavírus se mantém ativo também fora do corpo humano por períodos variados, dependendo da superfície em que está depositado. De acordo com um levantamento de artigos científicos feitos pela Fiocruz revela que o coronavírus sobrevive 4 horas em superfícies de zinco,  24 horas em papelão e até 72 horas (ou três dias) em plásticos e no aço inoxidável, aumento os riscos de infeção.

Neste cenário, o manejo adequado do lixo doméstico e o gerenciamento de resíduos sólidos de empresas e hospitais merecem atenção redobradas para evitar novos focos de contágio.

Cuidados e recomendações

Além das medidas de distanciamento social, uso de máscaras e da higienização constante das mãos com água e sabão e álcool em gel 70%, é importante reforçar a desinfecção das compras que chegam à residência.

Embalagens de todos os tipos de material deve ser higienizada ao sair das sacolas de compra utilizando álcool ou uma solução de água sanitária (cinco colheres de sopa para cada um litro de água), recomendada pelo Serviço de Limpeza Urbana de Brasília (SLU) para desinfecção do lixo.

Os sacos devem ser resistentes e bem fechados, colocados no ponto de coleta nos horários determinados e, caso haja um contaminado na residência, colocar um aviso de “Lixo contaminante” visível nos sacos.

Já as empresas precisam seguir à risca as orientações do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. A entidade reuniu uma série de diretrizes oficiais para que o gerenciamento de resíduos, principalmente os hospitalares, se tornam uma arama no combate ao coronavírus.

Um dos pontos mais importantes levantados neste novo debate sobre o manejo dos resíduos potencialmente infectantes é a identificação do lixo para evitar sua exposição. Empresas brasileiras já precisam emitir o MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos) que identifica a origem, natureza, quantidade de resíduos e sua destinação final. .

 A VG Resíduos, startup especializada no gerenciamento de resíduos sólidos explica passo a passo como emitir o MTR.  Esse documento obrigatório deve ser expedido em três vias: uma fica na empresa de origem, outra acompanha o trajeto dos resíduos e a terceira foca em posse do receptor e tratador do material.

O MTR pode ser emitido online, graças a integração de sistemas de órgãos públicos fiscalizadores e devem ser arquivados por cinco para controle e fiscalização ambiental e sanitária. Em tempos de pandemia, essa ferramenta se torna ainda mais indispensável para o controle dos resíduos como parte da cadeia de transmissão do coronavírus.