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Deepfake, por que é visto como uma ameaça?

(Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa)

Deepfake é um conceito que tem causado muita agitação e ao mesmo tempo preocupação nos diferentes meios de comunicação de massa. Se você ainda não sabe o que é, aqui vamos orientá-lo para que você esteja prevenido sobre os riscos dos deepfakes para a audiência.

O termo fake originalmente foi construído sob o conceito deep learning, relacionado com o conceito de aprendizagem profunda dos sistemas de inteligência artificial, e a palavra fake que significa falso ou enganoso.

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A terminologia tornou-se conhecida em virtude de uma série de vídeos virais em que as celebridades apareciam a ter relações sexuais. A intenção era sobrepor fotos de rostos de atrizes de Hollywood em vídeos de atrizes pornôs.

A partir daí a tecnologia tomou outro caminho, tornaram-se mais comuns este tipo de vídeos nas redes sociais, só que hoje em dia se criam com maior tecnologia e são capazes de suplantar de maneira quase exata e convincente a identidade, gestos e movimentos das pessoas.

No ano passado, nos Estados Unidos, foram tomadas uma série de medidas para deter o avanço dos deepfakes criando sanções para aqueles que distribuem este tipo de vídeos.

No entanto, isto não impediu que as pessoas continuassem a fazer este tipo de vídeos, que agora já não têm conteúdo sexual, mas que se apropriam de identidades de celebridades e políticos, fazendo coisas ou dizendo coisas que, em muitos casos, não fariam.

Como se faz um deepfake?

Hoje em dia é muito fácil criar um deepfake, com baixar aplicações como fakeapp em seu celular pode localizar alguns vídeos das pessoas que quiser que apareçam com um rosto diferente, ao ativar o programa a Inteligência artificial se encarrega de gerar o vídeo. Quanto mais informações você integrar no programa, mais real parecerá o produto final.

Por que devemos nos preocupar?

A tecnologia pode gerar algumas variações no conteúdo audiovisual alterando a realidade. Estas modificações podem ser evidenciadas em algumas cenas do filme ˈThe Shiningˈ, nelas Jim Carrey apareceu substituindo Jack Nicholson com uma semelhança assombrosa.

Um novo deepfake que deixou todos pasmados surgiu meses mais tarde, reproduziu-se nos meios uma entrevista que deu o comediante Bill Hader a David Letterman em 2008. ‘Ctrl Shift Face’, um conhecido canal do Youtube dedicado a deepfakes’, criou um deepfake que transforma Bill Hader em Tom Cruise ou Seth Rogen.

Jordan Peele, o realizador do filme ˈGet Outˈ expressou a sua preocupação sobre as consequências e efeitos de manipular qualquer imagem para confundir o público. Diante deste alerta, o diretor protagonizou um vídeo falso fazendo-se passar pelo ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, no qual Obama se dedica a insultar o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Outras falsificações publicadas têm como protagonista o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, fazendo uma confissão sobre a manipulação da informação de seus usuários e a política Nancy Pelosi em estado de ebriedade.

Felizmente, ainda existem imagens reais que podem ser comparadas com vídeos adulterados, no entanto a realidade e a tendência apontam para que em pouco tempo os conteúdos possam ser totalmente originais, sem ter que prescindir de uma imagem prévia. Isto tornará mais difícil saber se o vídeo é real ou fictício.

Por último, os efeitos desta tecnologia não se limitam apenas a enganar grandes quantidades de pessoas, mas também em pequena escala como gerar bullying a outras crianças, fazer publicidade com estereótipos de beleza totalmente falsos manipulando o físico dos seres humanos.